Disciplinas de sociologia II e metodologia (mestrado e doutorado) para alunos UENF - LESCE
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quinta-feira, 8 de setembro de 2011
FOGO CONTRA FOGO
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
MITO E RAZÃO
mitologia como um produto das mentes supersticiosas e primitivas.
Contudo, só agora conseguimos ter uma perspectiva mais profunda
e completa da natureza e do papel do mito na história do Homem.
Nestas cinco conferências, o notável antropólogo Claude Lévi-
Strauss oferece penetrante visão que é fruto de uma vida dedicada a
interpretar os mitos e a tentar descobrir o seu significado para o
entendimento humano.
terça-feira, 23 de agosto de 2011
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
EXERCÍCIO PARA AULA DO DIA 12
quarta-feira, 27 de julho de 2011
trajetórias : GOFFMAN E BECKER POR GILBERTO VELHO
terça-feira, 19 de julho de 2011
DOSSIÊ Pertencimentos, individualização e subjetividades
Presentation
Belonging, individualization and subjectivations
Distanciando-se de possíveis usos reifcados da palavra família, os artigos
apresentados no dossiê Pertencimentos, individualização e subjetividades
colocam em evidência a dinamicidade dos processos socioculturais que
produzem as experiências de família através das quais os sujeitos se constituem,
recriando-as em permanência. Apoiadas em linhagens teóricas diversas, as
análises colocam o foco em práticas e discursos de e para as diferentes idades
da vida, deixando entrever a dimensão relacional que as caracteriza. Ao trazer
à tona o que pode estar em jogo na colocação do nome paterno na certidão de
nascimento, em deslocamentos residenciais ou na expressão de sentimentos,
em práticas de mercado ou em atuações que visam garantir direitos, estes
artigos desacomodam evidências. Assim procedendo, expõem limites do “olhar
organizador” que segmenta infância, juventude ou velhice podendo obscurecer
tanto a fuidez de suas fronteiras quanto de suas relações cotidianas. Para
além de constatar os processos de individualização em curso em sociedades
ocidentais, o que vemos emergir são sujeitos envolvidos em reconfgurações
relacionais, rearranjos de poder, construções de si em referência a lugares,
flhos, leis, juízes, pais, agentes de políticas, parceiros... "
quarta-feira, 13 de julho de 2011
segunda-feira, 11 de julho de 2011
segunda-feira, 4 de julho de 2011
domingo, 3 de julho de 2011
terça-feira, 14 de junho de 2011
QUINTA AULA : O ESPÍRITO DA PESQUISA - PIERRE BOURDIEU
Lá, o jovem provinciano, acanhado e desajeitado, encontra-se imerso em um mundo que não é o seu. Um mundo de jovens burgueses brilhantes, bem falantes, cultivados, à vontade tanto no manejo do verbo quanto da pluma. O jovem Bourdieu, ele, ainda que tenha conseguido subir todos os degraus da hierarquia escolar, não se sente, entretanto, à vontade nem na escrita nem na oratória. E ele não o será jamais. Mesmo que sua obra seja imponente, ele não terá a pluma fácil e alerta; ainda que ele tenha feito centenas de conferências, ele não será um orador. Como Flaubert, a quem ele consagra As regras da arte. Gênese e estrutura do campo literário (Seuil, 1992) a expressão de seu pensamento deve passar pelo esforço permanente de autocontrole, de luta contra si mesmo. Todo o contrário da facilidade aparente desses estudantes oriundos da burguesia cultivada que ele encontra na rua de Ulm.3"
QUARTA AULA : ESCOLA DE CHICAGO
quinta-feira, 9 de junho de 2011
A ÉTICA PROTESTANTE E A IDEOLOGIA DO ATRASO BRASILEIRO
Jessé Souza
Max Weber é, sem sombra de dúvida, uma das referências fundamentais das ciências sociais no Brasil. Não só ele é um dos autores mais citados nas nossas dissertações e teses de mestrado e doutorado (Werneck Vianna, no prelo, p. 1), como, neste particular, juntamente com Marx, é a principal fonte de inspiração para a própria autocompreensão do Brasil. Apesar disto, muito embora tenhamos excelentes estudiosos da obra e de aspectos da obra weberiana, carecíamos de interpretações acerca desta influência. O trabalho de Luiz Werneck Vianna, "Weber e a interpretação do Brasil", ajuda a suprir esta lacuna importante. Com extraordinária riqueza analítica, este autor faz um interessante e convincente mapeamento da influência weberiana na interpretação do Brasil.
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-69091998000300006&script=sci_arttext
FLORESTAN FERNANDES (TRECHO)
Estudos Avançados
Print version ISSN 0103-4014
Estud. av. vol.8 no.22 São Paulo Sept./Dec. 1994
doi: 10.1590/S0103-40141994000300011
DEPOIMENTOS
Ciências Sociais: na ótica do intelectual militante
Florestan Fernandes
"Eu nunca teria sido o sociólogo em que me converti sem o meu passado e sem a socialização pré e extra-escolar que recebi através das duras lições da vida. Para o bem e para o mal — sem invocar-se a questão do ressentimento, que a crítica conservadora lançou contra mim — a minha formação acadêmica superpôs-se a uma formação humana que ela não conseguiu distorcer nem esterilizar. Portanto, ainda que isso pareça pouco ortodoxo e antiintelectualista, afirmo que iniciei a minha aprendizagem sociológica aos seis anos, quando precisei ganhar a vida como se fosse um adulto e penetrei, pelas vias da experiência concreta, no conhecimento do que é a convivência humana e a sociedade em uma cidade na qual não prevalecia a ordem das bicadas, mas a relação de presa, pela qual o homem se alimentava do homem, do mesmo modo que o tubarão come a sardinha ou o gavião devora os animais de pequeno porte. A criança estava perdida nesse mundo hostil e tinha de voltar-se para dentro de si mesma para procurar nas técnicas do corpo e nos ardis dos fracos os meios de autodefesa para a sobrevivência. Eu não estava sozinho. Havia a minha mãe. Porém a soma de duas fraquezas não compõe uma força. Éramos varridos pela tempestade da vida e o que nos salvou foi o nosso orgulho selvagem, que deitava raízes na concepção agreste do mundo rústico, imperante nas pequenas aldeias do norte de Portugal, onde as pessoas se mediam com o lobo e se defendiam a pau do animal ou de outro ser humano.
Há pouco interesse em descrever a variedade de ocupações a que precisei dedicar-me ou as venturas e desventuras que pontilharam uma infância e uma adolescência tão marcadas pela necessidade de ganhar a vida, de buscar no trabalho — por vezes humilhante e degradante — um instrumento de relação com os outros e de pressão sublimadora. Fazendo o que me via forçado a fazer também era compelido a uma constante busca para vencer uma condição em que o lumpen-proletário (e não operário) definia os limites ou as fronteiras do que não era gente. Antes de estudar esse processo na pesquisa sobre o negro, vivi-o em todos os matizes e magnitudes. A fronteira que me era negada também era conhecida pela experiência concreta. Na casa da minha madrinha Herminia Bresser de Lima, onde vivi durante uma parte da infância, ou ocasionalmente ia passar alguns dias; e na casa de outros patrões de minha mãe, entrei em contato com o que era ser gente e viver como gente. Além disso, através das várias ocupações, morei na casa de empregadores — uma família negra, outra italiana e, parcialmente, uma família sírio-libanesa. Em suma, do tradicional ao moderno, do nacional ao estrangeiro, dei-me conta de quão grande e complexo era o mundo, e que nada me forçava a encerrar-me no confinamento dos porões, dos cortiços e dos quartos de aluguel em que morava com a minha mãe. Por fim, a mobilidade imposta pelos empregos da minha mãe ou pela elevação dos aluguéis expôs-me a conhecer vários bairros de São Paulo e vários tipos de vizinhança. Se tinha pouco tempo para aproveitar a infância, nem por isso deixava de sofrer o impacto humano da vida nas trocinhas e de ter résteas de luz que vinham pela amizade que se fôrma através do companheirismo (nos grupos de folguedos, de amigos de vizinhança, dos colegas que se dedicavam ao mesmo mister, como meninos de rua, engraxates, entregadores de carne, biscateiros, aprendizes de alfaiate e por aí a fora). O caráter humano chegou-me por essas frestas, pelas quais descobri que o grande homem não é o que se impõe aos outros de cima para baixo ou através da história; é o homem que estende a mão aos semelhantes e engole a própria amargura para compartilhar a sua condição humana com os outros, dando-se a si próprio, como fariam os meus Tupinambá. Os que não têm nada que dividir repartem com os outros as suas pessoas — o ponto de partida e de chegada da filosofia de 'folk' dentro da qual organizei a minha primeira forma de sabedoria sobre o homem, a vida e o mundo.
VERSÃO COMPLETA PODE SER LIDA EM
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40141994000300011
terça-feira, 7 de junho de 2011
COLEÇÃO PRIMEIROS PASSOS PARA SOCIOLOGIA
http://www.4shared.com/get/hd-NuzTu/Coleo_Primeiros_Passos_O_que__.html
2. O QUE É FILOSOFIA
http://www.4shared.com/document/jq5_EjLw/O_QUE__FILOSOFIA_-_CAIO_PRADO_.htm
domingo, 5 de junho de 2011
A ESTRUTURA DAS REVOLUÇÕES CIENTÍFICAS
http://search.4shared.com/q/1/a%20estrutura%20das%20revolu%C3%A7%C3%B5es%20cient%C3%ADficas?suggested
DEFINIREMOS A LEITURA NAS PRÓXIMAS AULAS







