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terça-feira, 14 de junho de 2011

QUINTA AULA : O ESPÍRITO DA PESQUISA - PIERRE BOURDIEU

TRECHO DE ARTIGO ESCRITO POR ADRIANE RODOLPHO, ANTROPÓLOGA.
http://www3.est.edu.br/nepp/revista/014/14adriane.htm

"Pierre Bourdieu nasce em 1930 no sudoeste da França (Hautes-Pyrénées), filho de um funcionário dos Correios. Em 1951, o jovem provinciano ingressa na Escola Normal Superior, prestigiosa academia em Paris, onde é confrontado com a cultura burguesa da maioria de seus colegas, elite erudita e oriunda das classes sociais mais favorecidas da sociedade francesa. Sobre esse aspecto, Dortier2 é claro ao descrever Bourdieu nesse cenário:
Lá, o jovem provinciano, acanhado e desajeitado, encontra-se imerso em um mundo que não é o seu. Um mundo de jovens burgueses brilhantes, bem falantes, cultivados, à vontade tanto no manejo do verbo quanto da pluma. O jovem Bourdieu, ele, ainda que tenha conseguido subir todos os degraus da hierarquia escolar, não se sente, entretanto, à vontade nem na escrita nem na oratória. E ele não o será jamais. Mesmo que sua obra seja imponente, ele não terá a pluma fácil e alerta; ainda que ele tenha feito centenas de conferências, ele não será um orador. Como Flaubert, a quem ele consagra As regras da arte. Gênese e estrutura do campo literário (Seuil, 1992) a expressão de seu pensamento deve passar pelo esforço permanente de autocontrole, de luta contra si mesmo. Todo o contrário da facilidade aparente desses estudantes oriundos da burguesia cultivada que ele encontra na rua de Ulm.3"

QUARTA AULA : ESCOLA DE CHICAGO

..."
Em 24 de abril de 1990, durante sua última visita ao Brasil, Howard Becker pronunciou, no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (Museu Nacional, UFRJ), uma conferência sobre a história da Escola de Chicago de sociologia. Tendo permanecido inédita, é esta conferência que Mana tem o prazer de publicar agora. Howard Becker é professor de Sociologia da Universidade de Washington, Seattle, EUA, e autor de extensa e influente obra. Dentre seus inúmeros livros destacam-se: Outsiders: Studies in the Sociology of Deviance (1973) e Art Worlds (1982). Em português, foram publicados: Uma Teoria da Ação Coletiva (1977) e Métodos de Pesquisa em Ciências Sociais (1993).
Falarei hoje a respeito da Escola de Chicago, mais conhecida por seu nome do que pelo conteúdo do que efetivamente fez. Mas, quero abordar este tema como uma pequena história dentro de uma história mais ampla da sociologia. Geralmente conta-se a história da sociologia como a história das grandes idéias sobre a sociedade e das grandes teorias a respeito da sociedade. Quando estudei esse assunto, ainda na universidade, meu professor, Louis Wirth, começava por Heráclito e Tucídides, ou seja, pelos antigos gregos. Outros, mais modestos, começavam por Maquiavel ou mesmo Khaldun. No entanto, esse é um tipo de apropriação do passado que não tem muito a ver com a realidade. Poderíamos apenas dizer, desse ponto de vista, que a história da sociologia, como história das idéias e teorias, começou, talvez, em algum momento do século XIX. Nomes como os de Durkheim, Marx, Weber e outros são, de fato, nomes do século XX e do final do XIX...

TERCEIRA AULA :PROBLEMA SOCIOLÓGICO PARA METODOLOGIA

prezados

Envio para as nossas primeiras discussões


Luciane

quinta-feira, 9 de junho de 2011

A ÉTICA PROTESTANTE E A IDEOLOGIA DO ATRASO BRASILEIRO

trecho do texto - indicação de site para leitura

Jessé Souza

Max Weber é, sem sombra de dúvida, uma das referências fundamentais das ciências sociais no Brasil. Não só ele é um dos autores mais citados nas nossas dissertações e teses de mestrado e doutorado (Werneck Vianna, no prelo, p. 1), como, neste particular, juntamente com Marx, é a principal fonte de inspiração para a própria autocompreensão do Brasil. Apesar disto, muito embora tenhamos excelentes estudiosos da obra e de aspectos da obra weberiana, carecíamos de interpretações acerca desta influência. O trabalho de Luiz Werneck Vianna, "Weber e a interpretação do Brasil", ajuda a suprir esta lacuna importante. Com extraordinária riqueza analítica, este autor faz um interessante e convincente mapeamento da influência weberiana na interpretação do Brasil.




http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-69091998000300006&script=sci_arttext

FLORESTAN FERNANDES (TRECHO)

Estudos Avançados

Print version ISSN 0103-4014

Estud. av. vol.8 no.22 São Paulo Sept./Dec. 1994

doi: 10.1590/S0103-40141994000300011

DEPOIMENTOS

Ciências Sociais: na ótica do intelectual militante

Florestan Fernandes

"Eu nunca teria sido o sociólogo em que me converti sem o meu passado e sem a socialização pré e extra-escolar que recebi através das duras lições da vida. Para o bem e para o mal — sem invocar-se a questão do ressentimento, que a crítica conservadora lançou contra mim — a minha formação acadêmica superpôs-se a uma formação humana que ela não conseguiu distorcer nem esterilizar. Portanto, ainda que isso pareça pouco ortodoxo e antiintelectualista, afirmo que iniciei a minha aprendizagem sociológica aos seis anos, quando precisei ganhar a vida como se fosse um adulto e penetrei, pelas vias da experiência concreta, no conhecimento do que é a convivência humana e a sociedade em uma cidade na qual não prevalecia a ordem das bicadas, mas a relação de presa, pela qual o homem se alimentava do homem, do mesmo modo que o tubarão come a sardinha ou o gavião devora os animais de pequeno porte. A criança estava perdida nesse mundo hostil e tinha de voltar-se para dentro de si mesma para procurar nas técnicas do corpo e nos ardis dos fracos os meios de autodefesa para a sobrevivência. Eu não estava sozinho. Havia a minha mãe. Porém a soma de duas fraquezas não compõe uma força. Éramos varridos pela tempestade da vida e o que nos salvou foi o nosso orgulho selvagem, que deitava raízes na concepção agreste do mundo rústico, imperante nas pequenas aldeias do norte de Portugal, onde as pessoas se mediam com o lobo e se defendiam a pau do animal ou de outro ser humano.

Há pouco interesse em descrever a variedade de ocupações a que precisei dedicar-me ou as venturas e desventuras que pontilharam uma infância e uma adolescência tão marcadas pela necessidade de ganhar a vida, de buscar no trabalho — por vezes humilhante e degradante — um instrumento de relação com os outros e de pressão sublimadora. Fazendo o que me via forçado a fazer também era compelido a uma constante busca para vencer uma condição em que o lumpen-proletário (e não operário) definia os limites ou as fronteiras do que não era gente. Antes de estudar esse processo na pesquisa sobre o negro, vivi-o em todos os matizes e magnitudes. A fronteira que me era negada também era conhecida pela experiência concreta. Na casa da minha madrinha Herminia Bresser de Lima, onde vivi durante uma parte da infância, ou ocasionalmente ia passar alguns dias; e na casa de outros patrões de minha mãe, entrei em contato com o que era ser gente e viver como gente. Além disso, através das várias ocupações, morei na casa de empregadores uma família negra, outra italiana e, parcialmente, uma família sírio-libanesa. Em suma, do tradicional ao moderno, do nacional ao estrangeiro, dei-me conta de quão grande e complexo era o mundo, e que nada me forçava a encerrar-me no confinamento dos porões, dos cortiços e dos quartos de aluguel em que morava com a minha mãe. Por fim, a mobilidade imposta pelos empregos da minha mãe ou pela elevação dos aluguéis expôs-me a conhecer vários bairros de São Paulo e vários tipos de vizinhança. Se tinha pouco tempo para aproveitar a infância, nem por isso deixava de sofrer o impacto humano da vida nas trocinhas e de ter résteas de luz que vinham pela amizade que se fôrma através do companheirismo (nos grupos de folguedos, de amigos de vizinhança, dos colegas que se dedicavam ao mesmo mister, como meninos de rua, engraxates, entregadores de carne, biscateiros, aprendizes de alfaiate e por aí a fora). O caráter humano chegou-me por essas frestas, pelas quais descobri que o grande homem não é o que se impõe aos outros de cima para baixo ou através da história; é o homem que estende a mão aos semelhantes e engole a própria amargura para compartilhar a sua condição humana com os outros, dando-se a si próprio, como fariam os meus Tupinambá. Os que não têm nada que dividir repartem com os outros as suas pessoas — o ponto de partida e de chegada da filosofia de 'folk' dentro da qual organizei a minha primeira forma de sabedoria sobre o homem, a vida e o mundo.


VERSÃO COMPLETA PODE SER LIDA EM

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40141994000300011


terça-feira, 7 de junho de 2011

COLEÇÃO PRIMEIROS PASSOS PARA SOCIOLOGIA

1. O QUE É SOCIOLOGIA
http://www.4shared.com/get/hd-NuzTu/Coleo_Primeiros_Passos_O_que__.html

2. O QUE É FILOSOFIA
http://www.4shared.com/document/jq5_EjLw/O_QUE__FILOSOFIA_-_CAIO_PRADO_.htm

domingo, 5 de junho de 2011

A ESTRUTURA DAS REVOLUÇÕES CIENTÍFICAS

PARA METODOLOGIA


http://search.4shared.com/q/1/a%20estrutura%20das%20revolu%C3%A7%C3%B5es%20cient%C3%ADficas?suggested

DEFINIREMOS A LEITURA NAS PRÓXIMAS AULAS

livro sobre ÉMILE DURKHEIM para metodologia


prezados

Devem ler sobre o Suicídio - poderão baixar o livro no link

http://search.4shared.com/q/1/florestan%20fernandes?suggested